segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Medalha Coronel Paul Balagny - 2006



        Em 1906, o Presidente Jorge Tibiriçá querendo dotar São Paulo em uma tropa à altura do seu extraordinário desenvolvimento, contratou a vinda de oficiais franceses para instruir nossos soldados, tendo o primeiro grupo de instrutores aqui chegado em março do mesmo ano.
Houveram pesadas críticas iniciais, principalmente por parte do governo federal e dos outros Estados, mas, elas transformaram-se em elogios, ao se constatar a sensível melhora no nível de preparo dos milicianos paulistas.
Poucos meses depois do início do treinamento, o aspecto da tropa já era outro. Nossos soldados distinguiam-se pela postura e correção dos uniformes onde quer que se apresentassem. Livros de instruções eram impressos como que a jato. Escolas eram criadas. Regulamentos baixados. Armamentos e equipamentos modernos adquiridos. Oficinas de reparos surgiam.
 Com a partida da Missão Francesa, em 1914, nossos oficias já estavam devidamente preparados e instruídos como posteriormente o demonstrou em varias oportunidades.
Tivemos também a chegada de uma segunda Missão Francesa após a primeira guerra mundial em 1919 que durou até 1925.

        Abaixo, Paul Balagny apresentado no livro "A Força Pública de São Paulo - 1831-1931", também conhecido como "o livro do centenário:

 
Por ocasião do centenário da Missão Militar Francesa de instrução da então Força Pública do Estado de São Paulo foi criada a medalha “Coronel Paul Balagny” como distinção a personalidades civis e militares, ou instituições, que tenham se destacado por relevante contribuição às ciências, letras, artes e cultura, resultando em benefício da Polícia Militar do Estado de São Paulo, sendo dignas de especial homenagem pelos seus méritos.

        Quanto à medalha em si, vejo que ela foi bem projetada, mas, poderia ter sido bem melhor executada. O vão entre a venera e a fita é imenso sem necessidade e na venera se deu pátina numa peça de ouro, o que é bem estranho e ainda com corante preto!.
Medalha criada pelo Decreto Estadual n° 50713 de 10 de abril de 2006.

domingo, 23 de novembro de 2014

Medalhão Comemorativo dos 50 Anos dos Bombeiros de Sorocaba - 2012


Nem sempre é possível criar oficialmente uma medalha.
Diversos fatores podem influir nisso, mas, o corpo de bombeiros de Sorocaba, o 15º Grupamento de Bombeiros, encontrou um paleativo bem bonito: um medalhão de mesa comemorando os 50 anos de criação da Unidade, em 2012.
Por não ser uma condecoração, medalhões desse tipo não precisam de decreto, o que agiliza em muito as coisas.

domingo, 9 de novembro de 2014

Distintivo de Doutorado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública


O curso de doutorado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública corresponde ao antigo Curso Superior de Polícia (CSP).
 O curso se destina a Oficiais superiores da Polícia Militar e Delegados de 1ª classe da Polícia Civil que se tornam aptos a exercer funções estratégicas e de planejamento em suas instituições.
 A formação também possibilita a ascensão ao posto mais alto das respectivas carreiras.
Delegados podem chegar à classe especial e os oficiais da PM poderão atingir a patente de Coronel.
Os frequentadores desse curso não apenas estão aptos a alcançar as maiores posições e graduações das carreiras, mas serão os responsáveis por conduzir o futuro das instituições policiais.
A formatura do curso, reconhecido como doutorado pelo MEC e Secretaria de Educação, acontece em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo.
Um detalhe pouco conhecido a respeito desse distintivo é que existem dois tamanhos: um grande para uso na túnica do uniforme B-2 (passeio completo) e um menor para uso na camisa do B-3 ( uso no dia-a-dia).
Ocorre que, por costume, se usa só o módulo grande em todas as situações esquecendo-se do pequeno.
Abaixo uma imagem da formatura do curso no Palácio dos Bandeirantes:


terça-feira, 14 de outubro de 2014

Medalha Cinquentenário do 9º BPM/M - 2010


Responsável pelo policiamento de parte da zona norte da Cidade de São Paulo, atualmente a unidade ocupa em caráter definitivo a antiga e garbosa mansão dos Ranieri, situada na Villa Faustina, hoje Jardim São Paulo. Esta obra arquitetônica de belo estilo, no passado mais remoto abrigou a “Casa Grande” da Fazenda Santana.
O 9º Batalhão de Caçadores foi criado em 11 de dezembro de 1956, sendo que o Batalhão foi instalado em 1º de abril de 1957, numa modesta sala do 1º Batalhão de Caçadores "Tobias de Aguiar". E apesar, de situar-se a uma certa distância da região norte paulistana, o efetivo desta nova Unidade, constituído inicialmente de 300 homens oriundos do 1º Batalhão de Caçadores, ali trabalharia exaustivamente sob a liderança do Tenente Coronel BENTO DE BARROS FERRAZ, primeiro Comandante.
Medalha criada pelo Decreto Estadual n° 56458 de 30 de novembro de 2010.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Distintivo de Motociclista - PMESP


Assim como para dirigir viaturas quatro rodas, não basta que o Policial Militar tenha a carteira de habilitação civil para conduzir as motocicletas da Corporação.
Técnicas básicas de condução policial de motocicletas habilitam o profissional em segurança pública a exercer serviços em duas rodas na Corporação.
Quem ostenta esse brevê teve seus conhecimentos a respeito testados e aprovados.
É pré requisito para fazer o curso de Rondas Ostensivas com Auxílio de Motocicletas - ROCAM.
 
 
 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Distintivo do Curso de Radiopatrulhamento Padrão - PMESP - Anos 80


A Polícia Militar paulista sempre se renova, acompanhando as mudanças sociais brasileiras.
No ano de 1987, foi iniciado o programa “Radiopatrulhamento Padrão” que viria a ser o prenúncio do policiamento comunitário de hoje.
As Escolas de Formação da Corporação incorporaram em seus currículos as diretrizes dessa visão inovadora e necessária de policiamento.
Não se poderia esperar, contudo, que as novas turmas se formassem para aplicar essa nova filosofia operacional.
A solução foi instituir um curso a respeito do tema a todos os Policiais Militares que já estavam nas ruas.
Dessa forma foi criado o Curso de Radiopatrulhamento Padrão (RPP).
Este distintivo se refere a esse curso.
O tempo foi passando e toda a tropa pronta da PMESP recebeu esses ensinamentos.
Hoje, todos os novos Policiais Militares já saem com a filosofia do Policiamento Comunitário das escolas de formação e o “curso de RPP” se tornou desnecessário, tornando, consequentemente, esse distintivo obsoleto.
Abaixo a viatura protótipo do "Programa RPP" em 1987 que circulava na região de Moema:
 

sábado, 13 de setembro de 2014

Medalha Honra e Valor - 1897


Os milicianos do antigo Corpo Policial Permanente, embrião da Polícia Militar do Estado de São Paulo, já ostentavam medalhas em seus uniformes, mas, eram medalhas feitas pelo Império brasileiro referente à participação deles na guerra do Paraguai.
Esta medalha foi a primeira produzida especialmente pelo Estado de São Paulo para premiar ações da Corporação. Talvez tenha sido a primeira medalha paulista de maneira geral.
Curiosamente, a medalha só existe no papel.
Por algum motivo que desconheço ela nunca chegou a ser cunhada. Seus recipiendários usavam só o que seria sua barreta em verde e amarelo.
A medalha se referia à participação da Corporação na campanha de Canudos.
Ela tinha graus prata e bronze devendo ter o diâmetro de quatro centímetros.
A ilustração foi feita para um artigo da "revista numismática" com base na descrição contida no decreto.
Medalha criada pelo decreto Estadual 492 de 23 de outubro de 1897.
 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Distintivo do Curso de Comunicações da PMESP atual

 
Aproveitando a inauguração das novas instalações do Centro de Operações da Polícia Militar de São Paulo - COPOM - vou comentar algo sobre o distintivo do Curso de Comunicações da Corporação.
Comunicações sempre tiveram uma atenção especial na Polícia Militar paulista.

Costuma-se dizer que os criminosos tem mais medo do rádio da viatura do que da arma de fogo dos policiais.
Já comentei sobre o antigo distintivo do Curso de Transmissões nos anos 60 neste link. 
Abaixo uma imagem do salão principal do novo COPOM da Polícia Militar de São Paulo
        Essa Unidade da PMESP atende nada menos que 150.000 chamados por dia:
 

domingo, 24 de agosto de 2014

Medalha do Centenário da Aviação da PMESP - 2013

 

Neste dia 15 de agosto de 2014, o Grupamento de Radiopatrulha Aérea “João Negrão” comemorou seus 30 anos de existência.
A despeito da Unidade ter só 30 anos, a aviação na PMESP tem mais de cem anos.
No ano passado foi criada a medalha comemorando a ocasião.
        Abaixo, o Coronel Ricardo Gambaroni, Comandante do GRPAe, discursa, ostentando a medalha:
 
Na confecção da medalha se procurou mostrar todas as fases da aviação da PMESP
No interior temos o campo do Guapira, primeiro campo de pouso da nossa aviação.
Sobrevoando o campo temos um avião Curtiss Falcon usado na revolução constitucionalista de 32.
Circundando a imagem temos um esplendor. Este, contudo, tem uma particularidade: se tormarmos apenas uma parte dele, veremos que são prédios da cidade de São Paulo vistos da perspectiva de um “águia” atual que somados formam o esplendor.
Abaixo vemos um modelo de aeronave usada pela Força Pública de São Paulo em 1919:


Medalha criada pelo Decreto Estadual 59.852 de 28 de novembro de 2013.

sábado, 26 de julho de 2014

Cruz do Mérito Policial - 1970



        Em 1970 foi instituída pela Secretaria de Segurança Pública paulista a "Cruz do Mérito Policial”, de 1.ª, 2.ª, 3.ª Categoria, destinada a recompensar o mérito de policiais e de outras personalidades ou instituições que se enquadrarem nos seguintes casos:
        "Cruz do Mérito Policial" de 1.ª Categoria, em ouro, será conferida a quem tenha praticado ato de bravura com risco consciente da própria vida.
        "Cruz do Mérito Policial" de 2.ª Categoria, de prata, premiará serviços excepcionais prestados na manutenção da ordem e da segurança pública.
        "Cruz do Mérito Policial" de 3.ª Categoria, de bronze, recompensará a constância e a lealdade no cumprimento do dever.

         O design dessa medalha foi feito por um dos "gurus" da medalhística brasileira, o Dr. Lauro Escobar, pessoa que eu tenho o privilégio de ter como amigo. 
          Medalha instituída pelo Decreto de 19 de março de 1970.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Distintivo do Curso Preparatório de Formação de Oficiais - PMESP - o "brevê do CP"



 
Era costume se dizer que se um Aluno do segundo ano do Curso Preparatório fosse metade do que ele imaginava ser ele já poderia receber as estrelas de Coronel...
Tive a honra de ser Aluno Oficial do Curso Preparatório de Formação de Oficiais e posso dizer que era isso mesmo!

O CPFO, CP para os íntimos, era um curso de segundo grau ministrado pela PMESP nos moldes dos atuais Colégio Naval e Escola de Preparatória de Cadetes do Ar.
Ao final do Curso o Aluno Oficial era matriculado no Curso de Formação de Oficiais.
Confesso que não sei quando o CP foi criado, mas, foi extinto em 1992 por medida de economia ou sei lá o quê.

Ainda temos Oficiais que ainda estão na ativa e orgulhosamente ostentam este distintivo.
Uma curiosidade é que esse distintivo nunca foi regular até o mês passado. Quem o usava sabia disso, mas, usava mesmo assim (como eu...).

Abaixo duas imagens do “poderoso segundo CP” em exercício de tiro em 1982 (fuzil mauser modelo 1936!!!) com o então 1º Tenente Airson :
        Eu era feliz e sabia!

 
É importante lembrar que este não é o distintivo do Curso de Formação de Oficiais (CFO) sobre o qual comentarei em outra postagem.
Meu amigo, Coronel Nilson Carletti me mandou o texto da proposta de criação do distintivo:

"DISTINTIVO DO CPFO - PROPOSTA

A proposta inicial é a de distinguir os integrantes da Polícia Militar do Estado de São Paulo que concluíram o Curso Preparatório de Formação de Oficiais (CPFO) realizado na Academia de Polícia Militar do Barro Branco (APMBB), com a concessão de um distintivo, que será elaborado em metal e/ou tecido, para uso nos uniformes da Instituição, fixado por um alfinete com 35 mm ou bordado com velcro, observadas regras de uso específicas do Regulamento de Uniformes da PMESP.
Como afirma Wykes, na introdução da obra de Jack Pia, "insígnias e símbolos são usados pelo homem desde a mais remota antiguidade, e qualquer povo, por mais primitivo, os ostenta. Eles estão presentes em nosso dia-a-dia, e são aplicados na técnica das comunicações, na heráldica, na museologia, na propaganda comercial, na psicologia... Especialmente no campo da indumentária, eles surgem em grupos e fraternidades religiosos, militares, cívicos, maçônicos, esportivos, estudantis e outros para, através de uniformes e ornatos, torná-los reconhecíveis aos demais, e dentro do próprio grupo, para distinguir os diversos graus de autoridade e de aperfeiçoamento."
Apesar da falta de registros históricos mais precisos, é sabido que o interesse em apresentar proposta de tal distintivo surgiu entre a Oficialidade acadêmica, na década de 1980, quando funcionava regularmente na Academia do Barro Branco, o CPFO.
Por várias razões, o desenho em análise neste documento foi elaborado naquela ocasião, pretendendo reunir de forma singela, a esfera armilar (retirada do brasão da Academia do Barro Branco) e sobrepondo a tudo, as três estrelas de ouro, que simbolizavam o escudete do Aluno-Oficial que frequentava o 1º ano (1 estrela) e o 2º ano (2 estrelas) do CPFO.
Trata-se de uma figura harmônica, formada por um escudo redondo (o costume, então, mandava utilizar o escudo português clássico) filetado de ouro; sem acrescentar "asas", "tenentes" (figuras humanas), ramos de louro e carvalho ou armas (fuzil e espada), como era tradicional naquele tempo; mas apesar do tamanho reduzido (ou da simplicidade do desenho), o distintivo reúne nesse conjunto, elementos que traduzem grande valor para quem encarou o desafio de frequentar o CPFO (e certamente para os Cmt da então 4ª Cia Es, entre as décadas de 1970 a 1990).

DESCRIÇÃO HERÁLDICA

O distintivo é composto por escudo redondo, com 16 mm de diâmetro, filetada de ouro, contendo a esfera armilar - que representa autoridade, concórdia, eternidade, ciência - com cinco meridianos, o equador, os trópicos, os círculos polares e uma eclíptica colocada em banda, atravessando diagonalmente; sendo todas as armilas de ouro - metal heráldico que indica nobreza, esplendor, glória, fé, justiça; ao fundo da esfera armilar, destaca-se um campo de blau - esmalte azul que simboliza perseverança, zêlo e lealdade, glória, vigilância, fortaleza, constância, amor da pátria, fama, vitória; sobrepostas à esfera, três estrelas de ouro - indicam guia seguro, aspiração a coisas superiores e ações sublimes -, sendo uma à destra, situado entre o equador e o trópico de capricornio, sobre o meridiano, e outras duas à sinistra, estando a superior situada entre o trópico de câncer e o círculo polar ártico e a inferior entre o equador e o trópico de capricórnio.



DISTINTIVO DO CPFO - CONSIDERAÇÕES ESPECIAIS SOBRE A PROPOSTA

A esfera armilar dourada empregada em bandeiras da monarquia portuguesa é considerada, em alguns trabalhos sobre vexilologia, como sendo o pavilhão privativo do Príncipe do Brasil - título do príncipe herdeiro do trono de Portugal, a partir do reinado de D. João IV (
http://3.bp.blogspot.com/Bandeira_Reino_Brasil_azul).
O certo é que D. João II concedeu ao Infante D. Manuel (1495 - 1521), por divisa pessoal a figura da esfera armilar, um instrumento já utilizado pelos antigos gregos para dar idéia da movimentação aparente dos astros; essa esfera compunha-se de dez círculos ou armilas: o meridiano, o horizonte, os dois coluros, a eclíptica com o zodíaco, os dois trópicos, os dois círculos polares, figurando a terra no centro.
Nesta época, D. Manuel era nomeado Governador do Mestrado da Ordem de Christo (que surgiu no lugar das antigas Ordens dos Cavaleiros Templários e dos Hospitalários) , com sede em Tomar, no antigo castelo dos Templários, cuja edificação será ampliada posteriormente para nele criar a Escola de Sagres (EMC, PRODESAN, 64).
Na tradição heráldica, a esfera armilar representa autoridade, concórdia, eternidade, ciência (Ronchetti, 468 e 897).
Na tradição acadêmica, a esfera armilar associada à figura do livro aberto encimado pela estrela e circundado pelos ramos de louro e carvalho, já está caracterizada como símbolo do ensino policial-militar, uma vez que o conjunto todo compõe o distintivo do CFO.
A estrela tem cinco pontas em raio (Moya, 103); indica esperança de sucesso diante de uma ação arriscada (Coston, 108); significa explendor de nobreza (Bouillet, Dic.); simboliza também, guia seguro, aspiração a coisas superiores e ações sublimes (Guelfi, 521).
Em heráldica, as cores empregadas em brasões, distintivos, etc, são designadas genericamente de "esmaltes". Os esmaltes são classificadas em metais (ouro; prata), cores (goles = vermelho; blau = azul; sable = negro; sinople = verde; púrpura) e forros (arminhos; veiros) (Matos, 75).
É sabido que cada cor tem um significado especial, assim podemos afirmar que o ouro indica nobreza, riqueza, esplendor, glória, poder, força (Guelfi, 291); é o mais nobre esmalte (metal) do brasão: simboliza a força, a fé, a riqueza, o mando (Guelfi, 396); a justiça, clemência, generosidade, amor, pureza, saúde, alegria, prosperidade, vida longa, eternidade, poder, constância (Asencio, 60).
Por outro lado, o azul (blau), simboliza justiça, perseverança, zêlo e lealdade (Asencio, 63); representa firmeza incorruptível, glória, virtude (Guelfi, 64); o azul nos guerreiros exprime vigilância, fortaleza, constância, amor da pátria, fama, vitória (Crollalanza).

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA

_________. A Bandeira e Simbolos Nacionais - Diário Oficial do Município de Santos - Série Educação Moral e Cívica - 1; PRODESAN; 1970.
Matos, Gastão de Mello de et Bandeira, Luis Sttubs Saldanha Monteiro. Heráldica. Ed Verbo. Lisboa. 1969
Moya, Salvador de. Biblioteca Genealógica Latina - Simbologia Heráldica; Suplemento da Revista Genealógica Latina. São Paulo, 1961.
http://3.bp.blogspot.com/Bandeira_Reino_Brasil_azul http://brasilidadenossa.blogspot.com.br/2010/10/bandeira-brasileira-significado.html"


 


domingo, 29 de junho de 2014

Medalha da Guarda Noturna - 1954


 
Se a Guarda Noturna tivesse sido um animal, ela teria sido um ornitorrinco.
Apesar de ter sido criada oficialmente, pelo Decreto Estadual 6330 de 12 de março de 1934, era uma autarquia fazendo um serviço típico de Estado.
A função era auxiliar a Força Pública e a Guarda Civil no policiamento noturno, porém, era fiscalizada pela Polícia Civil.
Era dirigida pelo Estado, mas, não era mantida pelos cofres públicos.
A Guarda Noturna, por não receber verba estadual, trabalhava por adesão da comunidade. As pessoas que aderiam, pagavam uma mensalidade e colocavam uma placa indicativa portões de suas casas.
      Meu amigo Ricardo Della Rosa publicou em seu blog uma imagem da placa que se punha na fachada das casas naquela época:


Mesmo com essa confusa organização essa guarda durou vinte anos, sendo extinta pela Lei 2720 de 9 de agosto de 1954.
Esta corporação é mencionada por este blog, uma vez que, após a extinção da Guarda Noturna, seus componentes foram absorvidos pela Guarda Civil.
Talvez por não ser uma corporação pública, não foi encontrado nenhum documento da medalha aqui mostrada. A medalha tem a forma do distintivo que os GN usavam:
Uma hipótese é que se trate de uma medalha comemorativa dos vinte anos de existência da GN, extinta com vinte anos e cinco meses.
      Pode-se dizer que essa foi a primeira e única tentativa (por enquanto) de privatizar a Segurança Pública.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Distintivo de Auxiliar de Enfermagem Veterinária - PMESP


          Apresento aqui outro distintivo difícil de ver, até porque são poucos os que podem ostentá-lo.
          Tanto o policiamento com cães quanto o montado exigem saúde plena dos animais e, para isso, o Regimento de Polícia Montada “9 de Julho” e o Canil da PMESP tem competentes equipes de veterinários e enfermeiros.
          De fato eles executam o trabalho de enfermeiros e de policiais, indo às ruas com os patrulheiros.
         Tive o privilégio de visitar as instalações da clínica veterinária do Regimento e constatar a competência do trabalho, o carinho e atenção com os animais.
         Agradeço ao meu amigo Cabo Mohamed do GRPAe pelo empréstimo da peça de seu acervo para tomada de imagem.

 

terça-feira, 27 de maio de 2014

Distintivo de Estágio de Policiamento em Praças Desportivas - Irregular

 
Nessa época de copa do mundo de futebol, em que muita gente se foca mais do que o normal no assunto, apresento um distintivo de uma especialidade de policiamento muito conhecida: o Estágio de Policiamento em Praças Desportivas.
O Segundo Batalhão de Policiamento de Choque - 2º BPChq – é o responsável pelo policiamento em praças desportivas e grandes eventos e a instrução relativa a essas atividades é ali ministrada.

Muito estudo de estratégia e experiência de quase um século deram e dão aos componentes dessa Unidade de policiamento especializado autoridade para tratar do assunto, dando instrução aos policiais paulistas bem como de outros estados e países.

O distintivo, que eu saiba, é o único a ser usado na manga da camisa (manga esquerda) e é sempre em tecido, não havendo modelo em metal. Ó único problema dele é que é irregular. Seu uso não é autorizado.

 

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Medalha do Centenário do 7º Grupamento de Bombeiros - 2000



        O 7º Grupamento de Bombeiros sediado na cidade de Campinas/SP foi criado e instalado no dia 23 de janeiro de 1900, sendo, portanto, uma as Unidades de bombeiros das mais antigas do Estado de São Paulo.
        A história da criação e instalação do que é o atual 7° Grupamento de Bombeiros, é parte integrante da própria história da então província de São Paulo e mesmo da história do Brasil do início do século XX, no tocante às atividades de Bombeiros.
        Algumas cidades brasileiras e mesmo no Estado de São Paulo, a exemplo de Santos, possuíam serviço de extinção de incêndios, o que fez com que se acelerasse a implantação dos serviços em Campinas. Até meados de 1896, se utilizavam meios improvisados para debelar os sinistros.
        O voluntariado já existia com populares, funcionários municipais e escravos, estes a mando de seus senhores. Esses voluntários se reuniam em determinado local, onde se muniam dos recursos da época, tais como barris de água montados em carretas, mangueiras de couro, baldes, latas, pequenas escadas e até mesmo uma bomba manual usada para impulsionar a água. Era a época da tração animal.
        O alarme que caracterizava o sinistro era feito através do badalar incessante dos sinos da Igreja Matriz.
 
 

 

sábado, 3 de maio de 2014

Medalha Cinquentenário do CFAP (Escola Superior de Sargentos) - 2001



      Essa medalha se refere à atual Escola Superior de Formação de Sargentos.

      Já comentei sobre distintivos da ESSgt aqui e aqui.

      Como a medalha foi criada na época da antiga nomenclatura (CFAP), mantive a original.

      Observei tantos problemas na medalha que consegui para a foto que tive que “refazer” partes dela no computador.

      A fita era do tipo “Frankenstein”, ou seja, uma série de tecidos costurados uns nos outros, dando uma aparência estranha à peça.

      O acabamento da venera também está bem ruim. O reverso dela mostra o fraco trabalho que tentaram fazer na pátina. A antiga fábrica que a fez, hoje praticamente fechada, não foi feliz na execução da peça.

      Eu também não projetaria uma medalha toda cheia de esmaltes como esta. Seria muito melhor se o brasão do antigo CFAP fosse feito num metal só, com suas formas representadas numa escultura de verdade, não aquelas feitas por computador.
      Muito esmalte é arriscado, pois, gera um efeito carregado demais.

      Uma medalha deve ser uma obra de arte para se usar no peito e, portanto, deve ser muito bem projetada e feita.

sábado, 5 de abril de 2014

Medalhão Comemorativo - Força Expedicionária Brasileira - 2º Batalhão de Choque



Se o comunismo é, por definição deles mesmos, uma ditadura, nosso país já teve que lutar contra outra ideologia igualmente insana.

Já comentei aqui a respeito da participação da Polícia Militar paulista na segunda guerra mundial, tanto no front interno como nos campos da Itália, sendo a precursora da atual Polícia do Exército.
Aqui apresento um medalhão comemorativo alusivo à data, provavelmente feito nos anos 70. O medalhão tem o símbolo do 2º Batalhão de Choque, pois, foi de lá que saíram os "Military Policemen" que atuaram contra o nazi-fascismo na europa.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Medalha Jubileu de Brilhante da Casa Militar - 2006

 

 
Esta medalha se refere aos 75 anos da criação da Casa Militar do Governo de São Paulo, evento que ocorreu em 2006.

Já comentei sobre o trabalho da Casa Militar e outra medalha feita para eles  em outra postagem. (clique aqui).
Medalha criada pelo Decreto nº 50.962, de 17 de julho de2006.

 

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Distintivo do Serviço Auxiliar Voluntário - SAV - 2002-2014


 

Conhecidos como Soldados PM Temporários, jovens entre 18 e 23 anos eram recrutados pelas Polícias Militares dos estados para prestar Serviço Auxiliar Voluntário (SAV) nas unidades respectivas.
A diferença deles para os Policiais Militares efetivos é que eles só realizavam trabalhos administrativos dentro dos quartéis.
Os jovens temporários aprendiam a trabalhar nas áreas necessárias à administração como logística, administração de pessoal, informática, etc.
Como Oficial da PMESP, testemunhei bons resultados tanto para a Corporação como para os próprios temporários que saem da Polícia Militar com maior preparo para continuar no mercado de trabalho.

 
Infelizmente, devido a questionamentos jurídicos relativos ao formato do serviço, o SAV terminou recentemente sua última turma e serão substituídos por funcionários civis.

 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Distintivo de Voo Comemorativo do Centenário da Aviação Policial Militar Paulista - 2013



Já comentei no blog que a aviação da Polícia Militar do Estado de São Paulo fez 100 anos em 17 de dezembro de 2013.
Exatamente neste dia, os “Águias” usaram um distintivo comemorativo criado apenas para eles.
Esse modelo de águia remete aos primeiros distintivos de voo usados antes da primeira guerra mundial.
           Cada piloto em atividade do Águia recebeu um distintivo numerado de acordo com sua antiguidade no GRPAe totalizando 106 distintivos.
A águia segura uma miniatura da medalha do centenário da aviação da Polícia Militar paulista sobre a qual discorri nesta postagem.

          Realmente ficou bem na farda:

 
 
Abaixo  uma vista das mesas postas no dia da 17 de dezembro de 2013 pouco antes da festividade:

 
Parabéns, Aguianos!!!
 
Comentei mais sobre os distintivos normais de aviação na PMESP aqui.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Medalha Mérito do Labor Financeiro - 2013


 
Ter as finanças pessoais em ordem em casa faz toda diferença para desenvolver um trabalho com tranquilidade nas ruas.
A Diretoria de Finanças cuida das finanças de todo pessoal da ativa da PMESP além de tratar das finanças da Organização como um todo.
Esta medalha premia quem trata desses assuntos, tanto da própria Corporação, como para quem com ela contribui.
A medalha tema seguinte descrição:
I - no anverso: escudo em broquel (circular) de 15mm (quinze milímetros) de diâmetro, de prata (branco), tendo ao centro em relevo 2 (duas) chaves em aspa, tendo em chefe e em ponta 1 (uma) moeda de jalne (ouro) ostentando a efígie simbólica da república, orlado de jalne (ouro) com a seguinte inscrição em caracteres versais maiúsculos "DIRETORIA DE FINANÇAS E PATRIMÔNIO" de sable (preto) em sua metade inferior, e a metade superior é coberta por 1 (uma) folha de acanto, de sinople (verde), o conjunto é sobreposto a uma cruz de 5 (cinco) braços bífidos, de 35mm (trinta e cinco milímetros) de comprimento, carregada de blau (azul) e perfilada de prata (branco), o todo está sobreposto a uma coroa de louros de jalne (ouro), de 32mm (trinta e dois milímetros) de diâmetro;
II - no verso: em campo de jalne (ouro) ao centro o Brasão de Armas da Polícia Militar do Estado de São Paulo, em alto relevo, com suas cores próprias, em chefe a inscrição da sigla PMESP em caracteres versais maiúsculos, e na ponta a data "15-XII-1831";
III - a medalha pende de uma fita de gorgorão de seda chamalotada, de 60mm (sessenta milímetros) de comprimento e 35mm (trinta e cinco milímetros) de largura, listrada verticalmente do centro para as extremidades, com as seguintes cores e largura: em prata (branco), com 9mm (nove milímetros), em sinople (verde), com 1mm (um milímetro), em jalne (ouro), com 1mm (um milímetro), em blau (azul), com 4mm (quatro milímetros), em prata (branco), com 3mm (três milímetros) e em blau (azul), com 4mm (quatro milímetros).
Medalha criada pelo Decreto Estadual 59.720 de 06 de Dezembro de 2013.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Medalha Coronel PM Delfin Cerqueira Neves - 2011



A Associação dos Oficiais da Polícia Militar de São Paulo é o órgão representativo dos oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo nas questões inerentes à classe policial militar, seja no âmbito da corporação, seja no âmbito externo na macropolítica nacional, não meramente um clube, como foi ao ser criado.
Os primeiros sinais da existência de nossa Associação remontam ao dia 6 de fevereiro de 1.930 quando, por publicação interna do Comando da Força Pública do Estado de São Paulo, foi criada a Liga de Esportes daquela Corporação. Naquele mesmo ano, no dia 7 de outubro a Liga passou a ter seu próprio Estatuto e sua sede estava instalada na Avenida Tiradentes n° 15-A, no bairro da Luz, na Capital do Estado.
Essa Liga inaugurou, em 17 de outubro de 1.931, o seu Centro Social, e esse fato está inserido no Boletim n° 244 do Comando da Força Pública. Este documento é, na verdade, a Certidão de nascimento da atual Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo
A Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo reúne hoje cerca de 8 mil associados, 40% deles civis.
Na Capital, a Sede Institucional, Social, Administrativa e Política, da Associação dos Oficiais, fica no bairro do Tremembé, na Invernada do Barro Branco.

        Quanto à medalha em si, novamente vemos que o fabricante ainda não conseguiu uma boa solução para a fita que nada mais é que um tecido de nylon com forte camada de tinta nas cores do decreto, o que tira muito da beleza da peça.
Medalha criada pelo Decreto Estadual n° 56898 de 01 de abril de 2011.